Viva a maturidade!
Por Maria Moura
Digo com convicção e sem hipocrisia: não troco a minha versão de hoje pela minha versão de 20 ou 20 e poucos anos. Não mesmo. Ainda hoje sofro, sou insegura, choro com minhas sombras... Imagina eu com 20, 21...25??? Tá louco!
Há pessoas que enxergam a idade como um peso. Que tratam a passagem dos anos como um "fardo", como algo que vai tirando o seu "frescor", o seu vigor ou até a sua beleza. E daí se isso acontecer? Não seria melhor enxergar o passar do tempo por uma perspectiva positiva, pelo amadurecimento que você adquire, pelas experiências novas de vida que você encara?
Em um mundo que preza cada vez mais pelas aparências (e pelo "frescor" da tal juventude), me alivia saber que não estou sozinha nesse raciocínio, que existem mulheres conscientes do valor inestimável da maturidade.
Para mim a vida é daqui para frente. Aiiii vou fazer 30!!?? Sim, vou. Vou, porque se o tempo não passar, não me formo, não passo num concurso, não saio de casa ... O tempo passa e a idade não se segura a mesma né (é uma questão de lógica).
Eu não estava bem emocionalmente com 21, 23, 25... Eu não tinha clareza. Vivia na ilusão, no platônico, no inalcançável, numa visão romantizada, num vitimismo de querer terceirizar minhas angústias.
Sim, eu tenho uma relação bem resolvida com a minha idade, não me puno ou me penitencio por estar envelhecendo. E não, definitivamente não, eu não tenho saudades de quem eu era, de reviver a minha juventude. Estou mais consciente, mais "calejada" a lidar com as minhas inseguranças, medos e incertezas, que me fazem sentir uma pessoa mais preparada para "encarar" a realidade.


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