Sejamos pacientes… É a única escolha (saudável) que temos!
Por Lívia Garcia
Existem dias em que a vontade de simplesmente ficarmos deitados no aconchego da nossa cama parece exercer um poder quase que invencível sobre nossos corpos. Não estou aqui a referir-me à preguiça ou cansaço físico, mas sim de um sentimento de desânimo, de ausência de perspectivas, da certeza quase palpável de que não adianta e não vale a pena se levantar.
Infelizmente (e felizmente) a vida nem sempre nos propicia situações felizes, e a tendência mais do que natural é que reclamemos e indaguemos o motivo de estarmos passando por algo tão chato ou triste. E dependendo da personalidade e especialmente da forma como cada um lide com esses infortúnios, se pode chegar à um estado de total desespero e falta de esperança numa solução.
Como não se desesperar com a morte de uma pessoa amada? Como não perder o rumo com a possibilidade ou concretização de um término de namoro, ou de um casamento, ou de uma amizade longa? Como não se afligir com o diagnóstico de uma doença grave? Enfim, são tantas as provações a que estamos sujeitos a passar. Mas como o próprio nome dá a entender e é isso que devemos ter em mente, são provas necessárias, são testes que não temos como escapar.
Não temos como amadurecer espiritualmente somente com experiências positivas. A dor e o sofrimento, metaforicamente comparando, são como aqueles professores que antipatizamos à primeira vista, mas que se mostram excelentes na arte do ensinar. E assim como toda prova, se espera que tenhamos bons resultados, e estes somente ocorrerão se realmente nos esforçamos para tal.
Aí você pode me indagar (e não nego que às vezes eu mesma me pergunto): mas e se me esforço para superar essa provação, se efetivamente faço o melhor que posso, e o resultado positivo não está vindo?Tipo, porque não sou aprovada nos concursos se estudei tanto? Porque sou uma pessoa tão bacana e só me decepciono? Esses questionamentos só revelam o quanto não estamos prontos para que as soluções apareçam. É imprescindível que tenhamos fé. Fé é a certeza inabalável de que as respostas virão, mas virão no tempo certo e não com o imediatismo que tanto almejamos.
Claro que é inevitável num primeiro momento não nos abatermos ante um momento de dor ou de verificar que não tivemos o êxito na realização de uma tarefa. Mas o que não devemos aceitar é permanecermos inertes. A ação em busca da melhora e dos objetivos deve prosseguir.
Temos que continuar com a semeadura. Porém só ela não basta. Temos que acreditar verdadeiramente que a colheita virá quando estivermos prontos. Temos que agir sim. E confiar plenamente que todos nossos atos positivos hão de ser recompensados quando merecermos. O agir somado à dúvida só prolongará a colheita que tanto queremos, e tornará mais angustiante a espera.
Portanto, se nota que tristezas, decepções e sofrimentos são intrínsecos e necessários à nossa jornada, mas para superá-los (para que não nos entreguemos sem volta aos mesmos) é preciso que “caminhem de mãos dadas” o nosso esforço e o nosso agir. Também é igualmente necessário que tenhamos a paciência de saber esperar. Essa sim é a fórmula perfeita para que tenhamos a tão merecida aprovação nos testes dessa vida.
"Tenha firmeza em suas atitudes e persistência em seu ideal. Mas seja paciente, não pretendendo que tudo lhe chegue de imediato. Há tempo para tudo. E tudo o que é seu virá às suas mãos, no momento oportuno. Saiba esperar o momento exato em que receberá os benefícios que pleiteia. Aguarde com paciência que os frutos amadureçam para que possa apreciar devidamente sua doçura.” (Minutos de Sabedoria)



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