Confiemos em nós mesmos!
Por Lívia Garcia
“Você não precisa da permissão de ninguém para fazer o que sente que é certo para você”.
A frase acima é uma das verdades mais importantes e inquestionáveis da vida. E por que, mesmo assim, insistimos em nos importar com a opinião e/ou julgamento alheio, sobretudo dos que nos são mais próximos, ignorando a única e mais decisiva opinião que deveria ser levada em consideração: a nossa?
Acredito que uma das principais justificativas para tal comportamento é a nossa necessidade de aceitação pelo outro, de nos enquadrarmos dentro de um padrão do que é bom, do que é entendido como o correto a se fazer.
E com esse sentimento a nos impelir a um encaixe no que os outros esperam, acabamos por nos sujeitar a expectativas que não condizem com as reais, que são as nossas. Pode até ser mais cômodo viver de acordo com as regras, vontades, e interesses estabelecidos pelas outras pessoas, mas é um processo, ou melhor, uma escolha que levará, mais cedo ou mais tarde, a um esgotamento físico, mental e emocional (sim, tudo junto).
Outro considerável motivo que ocasiona essa nossa atitude é a falta de coragem de assumirmos o controle da nossa vida, e por conseguinte das inevitáveis consequências que advêm das decisões que tomamos. Afinal, se vivemos de acordo com as expectativas alheias e na espera da aprovação alheia, no caso de “quebrarmos a cara” é bem mais fácil atribuir a responsabilidade aos mesmos não? “Não deu certo o que eu fiz, mas é por que fulano que quis ou prefere assim, só obedeci”. Mas e você, e eu, e nós, o que de fato queremos?
Não importa na verdade o objeto em si da nossa vontade. O que importa e o que deve valer é não nos escondermos por detrás dos demais, não relegarmos e entregarmos nossos sonhos e desejos em “mãos” diversas das nossas.
Ninguém (ninguém mesmo) sabe o que é melhor para a gente do que nós mesmos. Então para que e porque vamos ter medo de reconhecer o que verdadeiramente queremos fazer ou não fazer? Que sejamos mais conscientes e igualmente capazes de acreditarmos em nossa “voz” interior, e não temermos o risco a enfrentar na busca de fazer o que sentimos que nos fará bem.



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