Pessoas e lugares...

Por Lívia Garcia

É incrível como certas pessoas e lugares nos proporcionam tão fortemente uma sensação de familiaridade, de bem-estar. Já outras pessoas e lugares nos causam uma estranheza, uma irritação, uma não adaptação. E essa dualidade de sentimentos nos acompanha cotidianamente.

Num só dia é possível estar num lugar e com pessoas que não lhe agradam, e logo depois já estar cercado de um ambiente e pessoas que o remetem à tranquilidade. Acredito que é uma forma que a vida encontrou de equacionalizar as coisas. Nada pode ser tão pesado e tão leve o tempo todo. É no equilíbrio do que nos faz bem e mal que devemos nos amparar.


Não sei vocês, mas eu tenho percebido muito isso ultimamente, de como o ambiente e os indivíduos que o habitam nos influenciam, com suas respectivas energias.


Talvez eu seja muito sensível e por consequência mais suscetível de sofrer a irradiação dessas energias que os outros e os lugares em que ando estão a emanar. Mas acredito que todos nós, independente de se estar atento ou não ao poder de influência a que estamos sujeitos, somos um canal receptivo de coisas boas e ruins que circulam constantemente por onde passamos.


Bem que eu queria escapar dessas influências negativas e ficar rodeada somente de pessoas e lugares que me permitissem paz e felicidade. Até que em certas circunstâncias podemos fazer uma filtragem do que, de quem e de onde não desejamos estar próximos. Mas tal tarefa resta bem mais difícil e algumas vezes impossível quando de fato necessitamos estar naquele lugar e com aquela(s) pessoa(s). O que fazer nesses casos?


Como tenho aprendido, é preciso que mentalizemos que tudo isso vai passar, e que é uma oportunidade de auto crescimento e de superação, pois afinal de contas não iremos amadurecer só com a vivência de bons momentos e perto de pessoas bacanas.


Conforme escrevi antes, é na busca do equilíbrio que devemos pautar nossas ações e pensamentos. Não acredito em acasos. Acredito em razões certas (ainda que provisoriamente desconhecidas) para que estejamos em certos lugares e conheçamos determinadas pessoas.


Assim, só resta aceitarmos que na nossa vida sempre estaremos a transitar por lugares e a conviver com pessoas que não nos agradam, mas que eles e elas estão ali com algum propósito e que temos o dever de encontrar o equilíbrio para lidarmos com os mesmos, na certeza completa de que igualmente estaremos a crescer.


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