Quem lhe roubou de você?

Por Maria Moura

Quais são seus sequestradores? O que ou quem tem roubado você de si? Tem alguém "tirando o melhor de você?"

Volte-se pra dentro para enxergar o Ser grandioso que mora aí no seu avesso. Esse Ser que pulsa sonhos e desejos que estão confinados por muito tempo, e que só você pode extravasá-los. Voe! Ainda há vida! Ainda há histórias suas querendo ser escritas a próprio punho!

É essa a premissa que fundamenta o excelente livro "Quem me roubou de mim? O sequestro da subjetividade e o desafio de ser pessoa", do Padre Fábio de Melo, e que inspirou o título desse post.

Interessante notar que quando estamos na rua ou em um local que julgamos perigoso, temos medo de que alguém mal intencionado nos sequestre o corpo, mas não temos o devido cuidado com pessoas ou situações aparentemente “normais” tentando sequestrar nosso emocional e levá-lo ao esgotamento, nos fazendo deixar de lado os nossos sonhos mais verdadeiros e esquecermo-nos de quem realmente somos no nosso Eu superior, sequestrando literalmente nossa identidade.

Se nosso cuidado instintivo é direcionado para nos proteger e fugir de sequestradores que possam machucar o nosso físico, também deveria ser de total importância estarmos atentos e conscientes para eliminar do nosso meio todos os sequestradores mentais que se chegam à nossa vida de modo sutil e, sem que percebamos, vamos dando a eles moradia e alimentação, tornando-os parte de nós, adquirindo deles a sua pior versão, extraindo seu lixo emocional e transferindo para nós. 

Nesses casos, quando vamos nos dar conta, os sequestradores já tomaram nosso fôlego e exercem com facilidade grande poder e influência sobre o nosso modo de viver e agir, e assim se concretiza em nós o esquecimento destruidor de como éramos na nossa íntima profundeza, nos distanciando das nossas melhores versões, da nossa pureza, da nossa humanidade mais fundamental. 

Essa é a grande perda de nós mesmos, e se não pararmos de alimentar e tornar grandes e fortes esses invasores nocivos, podemos chegar ao ponto irreversível de nos tornarmos alheios para sempre a nossa essência.

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