Exibição do corpo nas redes: quando o empoderamento pode ser traiçoeiro?
Por Maria Moura e Ricardo Garcia
As redes sociais têm se tornando um ambiente em que movimentos e manifestações sociais ganham destaque com muita velocidade.
Nesse contexto, abre-se espaço para o surgimento de pautas nobres e outras nem tanto.
Ao mesmo tempo em que a visibilidade proporcionada pelas redes permite que
bandeiras para causas importantes sejam levantadas, esses ambientes também se mostram um campo fértil para que futilidades e desserviços ganhem dimensões desproporcionais.
O bombardeio que o internauta
sofre com inutilidades, fake news, fanatismo, pessoas querendo se promover, tudo
isso está tornando a internet um lugar “rançoso” para se estar.
Recentemente foi concedida às
amantes do Instagram a permissão para postar fotos mostrando mais nudez do
corpo. Porém há regras. Parece brincadeira essa “causa ganha”...
Na tentativa de argumentar “meu corpo minhas regras”, muitas pessoas estão perdendo a noção do que seja intimidade.
Na cabeça delas, não
tem mais essa de que há partes do corpo que precisam ser mais preservadas. Vale
tudo. É permitido e tem que normalizar mostrar tudo. Os outros que não opinem
em nada, porque senão o massacre, o patrulhamento e o toma lá da cá começam.
As redes sociais expõem o lado mais contraditório do ser humano. Ao mesmo tempo em que eu quero me mostrar, eu não quero opiniões contrárias. Eu quero visibilidade, mas também não quero pitaco...
Enfim, eu quero me escancarar para sei lá quantas pessoas de pensamentos diferentes,
cabeças diferentes, culturas diferentes, mas preciso que tudo seja ao meu
favor.
Que desgastante deve ser querer ter o
controle do que inúmeras pessoas vão pensar.
Em relação ao exibicionismo em si, trata-se de uma das questões mais complexas do mundo digital.

Achei perfeito.
ResponderEliminar👏👏👏👏👏
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